por Enéas Xavier.
Análise completa dos seis processos ambientais – o que pedem os autores,
o que já disseram os ministros, o que ficou decidido e o que está por
vir.
Em uma única quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal concentrou no
Plenário aquela que talvez seja a sua mais densa agenda ambiental desde
a chamada “pauta verde” – o bloco de ações climáticas e
ambientais cujos julgamentos foram pautados em 2022. Na sessão de 12 de
agosto de 2026, os ministros tinham diante de si seis processos que,
somados, tocavam o coração da disputa entre crescimento econômico e
proteção do meio ambiente no Brasil: da soja que abastece o mundo às
matas protegidas do Sul do país, passando pela lei que redesenhou, de
alto a baixo, as regras do licenciamento ambiental.
O resultado do dia frustrou quem esperava um veredicto único. A
Corte bateu o martelo em apenas um dos grandes temas – a moratória da
soja, validada e blindada de investigações –, empatou e suspendeu o
julgamento sobre um parque catarinense, adiou sem data o caso mais
aguardado, o da Lei Geral de Licenciamento, e deixou outros dois
processos pelo caminho. Ao fundo de cada votação, uma cadeira vazia:
desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, o Supremo
julga com dez ministros, e o risco de empate (5 x 5) ronda os casos mais
divididos – foi o que suspendeu, ontem, a conclusão do caso da Serra do
Tabuleiro.
E não se tratava de tecnicalidades jurídicas apenas. Em jogo
estavam bilhões em exportações, o desmatamento da Amazônia, a
integridade de unidades de conservação e o próprio ritmo com que o país
licencia estradas, minas e hidrelétricas. Boa parte dessa pauta, aliás, é
também uma pauta climática: a moratória da soja é um dos principais
freios ao avanço da fronteira agrícola sobre a floresta – e, portanto,
às emissões associadas ao desmatamento –, enquanto uma das ações contra a
nova lei de licenciamento acusa o texto justamente de ignorar a
“variável climática” na hora de autorizar empreendimentos.
Do ponto de vista jurídico, a sessão colocou em disputa alguns dos
principais institutos do direito ambiental. De um lado da balança, estão
o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e o correlato dever estatal de proteção (art. 225 da Constituição); os princípios da vedação ao retrocesso ecológico e da precaução; o regime jurídico das unidades de conservação e a proibição de desafetá-las ou rebaixá-las sem justificativa técnica; o licenciamento ambiental e suas novas modalidades – a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) e a Licença Ambiental Especial (LAE); a autorregulação privada com função ambiental e a autonomia da vontade dos agentes econômicos; a competência federativa concorrente em matéria ambiental (art. 24 e Lei Complementar 140/2011); e a variável climática como critério de decisão administrativa. Do outro lado, os princípios da ordem econômica – livre iniciativa e livre concorrência (art. 170) –, a segurança jurídica
e, no plano tributário, a anterioridade, os direitos adquiridos e a
proteção das isenções onerosas (Súmula 544). É nessa tensão entre a
proteção ecológica, a equidade intergeracional e o desenvolvimento econômico que os seis processos se inscrevem.
As páginas a seguir destrincham cada um dos seis processos: quem
move a ação e o que pede na petição inicial, o que cada ministro já
disse – com trechos literais dos votos –, e onde cada caso parou. Ao
final, uma leitura do que está em jogo, dos reflexos prováveis e dos
próximos passos de uma agenda que promete voltar ao Plenário mais de uma
vez ainda neste ano.
O que é a moratória e o que pedem as petições
A moratória da soja é um acordo voluntário e privado, firmado em
2006 entre tradings, associações do setor de óleos vegetais – como a
Abiove, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, que
reúne as grandes processadoras e exportadoras de soja e patrocina o
acordo – e organizações ambientalistas, pelo qual as signatárias se
comprometem a não comercializar soja de áreas da Amazônia desmatadas
após 22 de julho de 2008. As duas ações não atacam o acordo diretamente:
questionam leis estaduais que reagiram a ele, retirando incentivos
fiscais e a cessão de terrenos públicos das empresas que aderirem à
moratória.
A ADI 7.774, da Abiove, sustenta que a lei de Mato Grosso institui verdadeira sanção política e discriminação
contra quem exerce, licitamente, um compromisso ambiental voluntário –
com violação à livre iniciativa e à ordem econômica (art. 170), à
isonomia e à proporcionalidade. A ADI 7.775, do PCdoB, dirige-se contra a
Lei 5.837/2024 de Rondônia, de conteúdo análogo, pelo ângulo
complementar: a norma penalizaria empresas justamente por adotarem
práticas ambientais mais protetivas, em afronta ao dever de proteção do
art. 225. Ambas pediam a inconstitucionalidade das leis estaduais.
Os votos, um a um
- Flávio Dino (relator, ADI 7.774)
– pela constitucionalidade da moratória e das leis estaduais, sob uma
“ideia de equilíbrio”: o acordo decorre da autonomia privada, e a lei
estadual apenas fixa condições para conceder benefícios. Determinou a
extinção dos processos judiciais e administrativos (inclusive no Cade)
fundados na suposta ilicitude, ressalvando a anterioridade tributária e a
Súmula 544.
“A Moratória da Soja existe e amanhã pode continuar a
existir. Nada está a impedir que atores privados pactuem relações de
compra e venda, de acordo com suas políticas empresariais.”Flávio Dino, relator
“O setor privado é livre para estabelecer a sua política
de compra, compra soja de quem quer, do jeito que quer; o poder público
também não é subordinado a desejos inerentes à atividade empresarial.”Flávio Dino, relator
- Dias Toffoli (relator, ADI 7.775, parc. vencido)
– acompanhou a competência estadual sobre incentivos, mas recusou-se a
examinar a validade concorrencial da moratória, que entende ser do Cade.
Advertiu ainda para o efeito sobre o produtor rural.
“Eu fico na análise das leis, não entro na moratória da
soja. […] O produtor brasileiro, que legalmente pode produzir soja
naquela área, não pode vender a soja que produzir.”Dias Toffoli
- André Mendonça e Luiz Fux (vencidos no ponto)
– acompanharam Toffoli: as investigações do Cade sobre eventual cartel
deveriam prosseguir, com exame de provas concretas, em vez de serem
extintas em abstrato pelo STF.
- Edson Fachin (presidente, vencido quanto às leis estaduais)
– voto isolado pela inconstitucionalidade das leis de MT e RO, que
reputou “integralmente inconstitucionais”; acompanhou, porém, a validade
da moratória e a extinção das ações.
“Não se pode utilizar o sistema tributário para penalizar quem adota práticas ambientais mais protetivas.”Edson Fachin, presidente
- Gilmar Mendes e Cármen Lúcia – acompanharam a maioria pela validade e ressalvaram que futuras alegações de cartel permanecem passíveis de controle.
- Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes – acompanharam integralmente o relator.
- Nunes Marques – alinhou-se à maioria (parte da cobertura registra que não participou de todos os pontos da votação).
Como ficou
Por 9 votos a 1 (vencido apenas Fachin), o STF
manteve a constitucionalidade das leis estaduais; por maioria (vencidos
Toffoli, Mendonça e Fux), reconheceu a validade da moratória e
determinou a extinção de todas as ações judiciais e administrativas –
incluindo o inquérito do Cade contra cerca de 15 executivos de tradings.
De forma unânime, condicionou eventual retirada de benefícios à
anterioridade (anual e nonagesimal), à Súmula 544, aos direitos
adquiridos e às garantias processuais. Antes da retomada, uma tentativa
de solução consensual entre as partes fracassou e devolveu o caso a
julgamento.

O que pede a petição inicial
A PGR sustenta que a Lei 14.661/2009 é inconstitucional ao reduzir e
fragmentar o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro – unidade de
proteção integral –, convertendo parcelas em um mosaico que admite usos
residencial, agrícola, industrial, turístico e comercial. Alega retrocesso ambiental
vedado pela Constituição, violação ao dever de proteção do art. 225 e
ao regime das unidades de conservação, que não podem ser rebaixadas sem
justificativa técnica e ambiental adequada. Pede a inconstitucionalidade
dos dispositivos que promoveram a nova demarcação.
Os votos, um a um
- Marco Aurélio (relator originário)
– pela improcedência: não haveria conflito direto entre a lei estadual e
a Constituição, e a redefinição de limites poderia dar-se por lei
ordinária; danos concretos deveriam ser discutidos nas vias ordinárias.
- Nunes Marques – pela validade, com advertência de método:
“Princípios ambientais não podem funcionar como mantras paralisantes da gestão pública.”Nunes Marques
- Gilmar Mendes – pela validade – havia
pedido vista em dezembro de 2025, quando o placar estava em 3 x 3 –
invocando a compensação ambiental prevista na lei:
“A incerteza quanto à ocorrência de efetiva diminuição do
nível global de proteção ambiental milita aqui em favor da
constitucionalidade.”Gilmar Mendes
- Luiz Fux – acompanhou a validade, em
defesa de um ambientalismo “flexível” (pós-Rio 92): a vedação ao
retrocesso não pode servir de escudo para bloquear políticas públicas
legítimas.
- Dias Toffoli – acompanhou a corrente pela validade da norma.
- Flávio Dino (abriu a divergência)
– pela inconstitucionalidade: a lei promove grave retrocesso
socioambiental ao permitir usos habitacionais, agropecuários e
industriais em área antes de proteção integral – o parque ficaria
“preservado apenas no aspecto formal”.
- Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia – acompanharam a divergência, pela inconstitucionalidade.
- Edson Fachin (presidente, último a votar) – sinalizou voto que levaria a empate (5 x 5); diante disso, a proclamação foi suspensa.
Andamento: empate de 3 x 3 em 11/12/2025 (vista de
Gilmar Mendes); retomado em 12/08/2026, formou-se 5 x 4 pela validade.
Como André Mendonça sucedeu Marco Aurélio (que já votara), não profere
novo voto – e o desempate caberá ao futuro ministro que ocupar a vaga de
Barroso.
O que pedem as petições iniciais
ADI 7.913 – Partido Verde. Impugna extenso rol de
dispositivos da Lei 15.190/2025 (entre eles os arts. 3º, 4º, 8º a 11,
14, 22, 25, 26, 42 a 44, 54, 58, 61, 65 e 66), atacando a definição de
porte e potencial poluidor, as dispensas de licenciamento, a Licença por
Adesão e Compromisso (LAC), o afrouxamento das condicionantes e o
licenciamento corretivo. Alega inconstitucionalidade formal e material e
violação do direito fundamental ao meio ambiente equilibrado (art.
225), com perigo de consolidação irreversível de situações ilegais.
ADI 7.916 – Rede Sustentabilidade e Anamma.
Concentra-se na competência federativa: uma lei ordinária não poderia
alterar a repartição já disciplinada pela Lei Complementar 140/2011.
Aponta como núcleos os arts. 14, 17, 43, 44 e 65 e questiona a LAC para
atividades de maior impacto, a renovação por autodeclaração, dispensas
setoriais e o enfraquecimento de unidades de conservação. Invoca os
arts. 23 (parágrafo único), 24 (§§ 1º e 4º), 59, II, e 69 da
Constituição – matéria reservada à lei complementar – e pede
interpretação conforme.
ADI 7.919 – PSOL e Apib. A de maior abrangência:
alcança a Lei 15.190/2025 e também a Lei 15.300/2025, que criou a
Licença Ambiental Especial (LAE). Questiona a delegação a estados e
municípios, a dispensa de licenciamento, a fragilização do Cadastro
Ambiental Rural (CAR), a LAC, a regularização de empreendimentos
irregulares, a redução da participação social e a ausência da variável
climática. Sustenta que a LAE carece de critérios técnicos para definir
“empreendimentos estratégicos”, conferindo ampla discricionariedade ao
Executivo – e, pela Apib, que faltou consulta prévia aos povos
indígenas.
ADC 102 – CBIC. Na direção oposta, a Câmara
Brasileira da Indústria da Construção pede a declaração de
constitucionalidade integral da Lei 15.190/2025, para afastar
interpretações que a invalidem, invocando segurança jurídica,
modernização dos procedimentos e desenvolvimento sustentável. Foi
admitida com tramitação conjunta às três ADIs.
Votos: não há. O julgamento foi adiado antes
de qualquer manifestação de mérito; até nova inclusão em pauta, as leis
permanecem em vigor.
O que pede a petição inicial
O PSOL impugna a Lei 18.436/2023 do Ceará, que instituiu
licenciamento ambiental simplificado por autodeclaração para
empreendimentos de porte micro e baixo potencial poluidor-degradador –
inclusive atividades que empregam agrotóxicos –, dispensando exigências
da legislação anterior, como o Relatório de Acompanhamento Ambiental
(Rama). Alega ofensa ao dever de proteção (art. 225) e ao princípio da
precaução, sustentando que a “simplificação” esvazia o controle estatal
justamente onde há risco à saúde e ao ambiente. Pediu suspensão cautelar
e inconstitucionalidade.
Os votos (referendo da cautelar, 26/11/2024)
- Flávio Dino (relator)
– concedeu a cautelar suspendendo a lei: a Constituição, como regra,
veda a dispensa de licenciamento para atividades potencialmente
poluidoras, e a simplificação não pode reduzir o dever estatal de
proteção; o licenciamento simplificado de cultivos precisa considerar os
riscos do uso de agrotóxicos à saúde e ao ambiente.
- Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso – acompanharam o relator, formando maioria de 7 votos pela suspensão.
- Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques (divergência parcial) – abriram divergência parcial (4 votos), com ressalvas ao alcance da suspensão.
Mérito: pendente de retomada com o voto-vista de Gilmar Mendes; segue vigente a suspensão parcial já referendada pelo Plenário.
O que pede a petição inicial
A PGR ataca dispositivos da Lei 10.410/2002 que criaram e
reestruturaram a carreira de Especialista em Meio Ambiente,
transformando cargos no Ministério do Meio Ambiente e no Ibama e fixando
novos padrões remuneratórios. Sustenta vícios formais e materiais:
afronta à exigência de concurso público (art. 37, II), desrespeito às
regras de iniciativa legislativa e ausência dos requisitos orçamentários
para criação e reestruturação de carreiras (art. 169, § 1º). Ao fundo,
discute-se a higidez da estrutura de pessoal do principal órgão federal
de fiscalização ambiental.
Os votos, um a um
- Marco Aurélio (relator) – pela constitucionalidade da lei.
- Edson Fachin – acompanhou o relator, pela constitucionalidade.
- Cristiano Zanin – pelo não conhecimento
da ação em razão de vícios processuais, ressalvando que, superada a
preliminar, acompanharia o relator no mérito.
Andamento: suspenso em 05/02/2026, aguarda nova inclusão em pauta para a colheita dos votos restantes.
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O que está em jogo
No plano dogmático, a pauta encena a tensão estruturante do direito
ambiental brasileiro: de um lado, o art. 225 da Constituição, o
princípio da precaução e a vedação ao retrocesso ecológico; de outro, a
livre iniciativa (art. 170), o federalismo cooperativo (art. 24 e Lei
Complementar 140/2011) e a segurança jurídica.
Na moratória, discutiu-se o estatuto jurídico da autorregulação privada com finalidade ambiental:
até onde vai a liberdade de agentes econômicos para impor, entre si,
padrões socioambientais mais exigentes que os da lei – e se o direito
concorrencial pode desmontar esse tipo de acordo. Na Serra do Tabuleiro,
o alcance da vedação ao retrocesso e os limites do legislador estadual
para redimensionar unidades de conservação. Nos casos de licenciamento
(a Lei Geral, a lei cearense e a estrutura do Ibama), o desenho institucional do controle ambiental – o peso da autodeclaração, a repartição de competências e a capacidade técnica dos órgãos licenciadores e fiscalizadores.
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Possíveis reflexos
A decisão sobre a moratória tende a ter os efeitos mais imediatos.
Ao encerrar as ações no Cade e na Justiça, o STF blinda as tradings
signatárias de investigações por suposto cartel e consolida a moratória
como instrumento válido de governança ambiental privada – sinal
relevante para mercados importadores e para instrumentos como as regras
europeias antidesmatamento. Ao validar as leis estaduais, reconhece que
os estados podem condicionar seus incentivos a critérios ambientais, sob
a proteção da anterioridade e dos direitos adquiridos – com efeitos
sobre a política de incentivos fiscais no agronegócio. Entidades ligadas
à produção, como a Aprosoja, já criticaram o encerramento das apurações
concorrenciais.
No caso da Serra do Tabuleiro, o empate projetado deixa em aberto
um precedente sensível sobre a redução de áreas protegidas por lei
estadual, cujo resultado dependerá da futura composição do Tribunal. O
adiamento da Lei Geral mantém as normas de 2025 em vigor, mas sob
insegurança jurídica: licenças concedidas por LAC e LAE seguem válidas
por ora, sujeitas a eventual revisão. A ADI 7.611 tende a projetar-se
como parâmetro sobre os limites da simplificação – sobretudo quando
envolve agrotóxicos –, e a ADI 3.159, ainda que de perfil
administrativo, toca a capacidade institucional do Ibama, peça-chave de
toda a fiscalização.
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Próximos passos
Moratória da soja (ADI 7.774 e 7.775): publicação
do acórdão e das teses, que definirão o alcance exato da extinção dos
processos no Cade e na Justiça; possíveis embargos e pedido de
modulação.
Serra do Tabuleiro (ADI 5.385): conclusão suspensa até o preenchimento da vaga no STF; o futuro ministro dará o voto de desempate.
Lei Geral de Licenciamento (ADIs 7.919, 7.913 e 7.916 e ADC 102): reinclusão em pauta em data a ser marcada pela Presidência; até lá, as leis seguem vigentes.
Ceará (ADI 7.611): mérito aguarda o voto-vista de Gilmar Mendes; permanece a suspensão parcial da lei.
Cargos do Ibama/MMA (ADI 3.159): julgamento suspenso desde fevereiro de 2026, à espera dos votos restantes.
Em conjunto, a sessão confirma o protagonismo do Supremo na
definição dos rumos da política ambiental brasileira – e mostra que,
mesmo quando não conclui, o Tribunal já sinaliza as balizas dentro das
quais o legislador, o mercado e a administração terão de operar.
Fontes consultadas